A precariedade da coleta de lixo no Sítio Histórico de Olinda foi a marca da gestão Mirella Almeida (PSD) no Carnaval deste ano. Um vídeo que mostra foliões caindo sobre uma montanha de sacos plásticos foi publicado pelo G1 Pernambuco e pode ser considerado a síntese do trabalho da prefeitura no item básico de zeladoria durante a festa popular mais importante da cidade.
Na noite de sexta-feira (13), já era possível ver resíduos acumulados em pontos importantes da folia, como a Rua da Boa Hora, trajeto quase obrigatório das agremiações e blocos para reverenciar Dona Dá Carnavalesca, Patrimônio Vivo e Pernambuco.
A Rua Sete de Setembro, próximo à Praça de São Pedro, foi outro ponto de lixo amontoado durante os dias de Carnaval. Na Rua Coronel Joaquim Cavalcanti, que liga a Rua da Boa Hora ao Largo do Amparo, também foi crônico o acúmulo de resíduos. Por lá, a coleta não passou em nenhum dos dias da festa.
Brinquei todo o Carnaval em Olinda. Subi e desci ladeiras de manhã, tarde e noite. Pude testemunhar que, na Estrada do Bonsucesso, por onde passou Elefante na noite de domingo, também acumulou resíduos.
No perfil do Instagram do Política com Opinião, publiquei uma espécie de Diário de Carnaval.
Além da ausência de coleta de lixo, vi de perto também que não houve restrição de acesso e circulação de carros e motos, diferentemente de anos anteriores. A Prefeitura de Olinda foi ausente também na falta de regulamentação do importante trabalho dos ambulantes.
Estas são demandas básicas sobre um evento – o Carnaval – que acontece todo ano. Há ainda o agravante da gestão Mirella Almeida ser continuidade dos oito anos de Lupércio como prefeito.
Diante do que aconteceu no Sítio Histórico de Olinda, cabe a provocação: incompetência administrativa ou boicote político?


