Politicamente, o veto da prefeita Mirella Almeida (PSD) ao projeto que estabelece prazo para pagamento de cachê significa o aviso de que sua gestão vai atrasar, de novo, a obrigação contratual com artistas, músicos, agremiações e pessoal da técnica que for trabalhar no Carnaval de Olinda deste ano.
O atraso no pagamento dos cachês do Carnaval é um problema recorrente, o que agrava a situação, haja vista Mirella ser a continuidade dos oitos anos como prefeito de Lupércio, seu padrinho político.
A Câmara Municipal de Olinda está no recesso parlamentar. As sessões voltam a acontecer no dia 3 de fevereiro, quando o veto da prefeita poderá ser incluído na pauta de votações em plenário.
Para que o veto ao projeto aprovado pela Câmara seja derrubado, é preciso o voto de 09 dos 17 vereadores.
O projeto que alterou – para melhor – a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) do município foi da vereadora Eugênia Lima (PT). A proposta prevê o estabelecimento de até 45 dias para a quitação dos cachês.
Vamos combinar que é um prazo bastante razoável para um evento que acontece todo ano.


